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Selic em 14,25%: Copom decide nesta quarta (5/8) se corta juros de novo

04/08/2026 Administrador
Selic em 14,25%: Copom decide nesta quarta (5/8) se corta juros de novo
Foto: Nataliya Vaitkevich / Pexels

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central começou na terça-feira, dia 4 de agosto de 2026, mais uma rodada de discussões sobre o rumo dos juros no país. A decisão sai somente na noite desta quarta-feira, 5 de agosto, depois do fechamento dos mercados, e vai definir se a Selic continua em queda ou se o Banco Central decide fazer uma pausa no ciclo de cortes.

Hoje a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, o menor patamar de 2026. Foi o resultado de três reduções seguidas de 0,25 ponto percentual, decididas nas reuniões de março, abril e no corte decidido em 17 de junho, que tirou a Selic do pico de 15% ao ano registrado no início do ciclo de flexibilização.

O que o mercado espera para esta quarta-feira

Com base nos dados apurados até 3 de agosto no mercado de opções da B3, a aposta predominante entre investidores é de um novo corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a Selic a 14% ao ano. O movimento é sustentado por indicadores recentes de inflação mais fracos que o esperado, caso do IPCA-15 de julho, e por sinais de desaceleração da atividade econômica e do mercado de trabalho.

Ainda assim, o resultado não é garantido: o próprio Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 3 de agosto, mostra um mercado dividido sobre os próximos passos depois de agosto. Para as reuniões seguintes, as apostas se dividem entre um novo corte de 0,25 ponto e a manutenção da Selic no nível que sair desta quarta-feira.

Foco muda a projeção da Selic para o fim do ano

Até meados de junho, a leitura predominante era de que o corte de agosto seria o último do ciclo em 2026. Isso mudou: a mediana do Boletim Focus de 3 de agosto passou a incorporar um quinto corte de 0,25 ponto ainda neste ano, e a projeção para a Selic no fim de 2026 caiu de 14% para 13,75% ao ano. A estimativa de inflação (IPCA) para o ano também recuou, para 5,03%, na quinta queda semanal seguida.

Quem é impactado pela decisão

A Selic é a referência que baliza praticamente todo o crédito e a rentabilidade da renda fixa no Brasil. Um novo corte impacta diretamente:

  • Investidores de renda fixa, que veem o rendimento de aplicações pós-fixadas encolher a cada reunião;
  • Quem tem financiamento ou empréstimo com juros variáveis, que pode sentir alívio gradual nas parcelas;
  • Empresas endividadas, que dependem do custo do crédito para capital de giro e investimento;
  • Poupadores, já que a caderneta de poupança também rende menos quando a Selic cai abaixo de determinado patamar.

Como isso afeta o seu dia a dia

Na prática, quedas na Selic reduzem o retorno de produtos atrelados ao CDI ou à própria taxa básica, como CDB, LCI, LCA e Tesouro Selic — o efeito aparece já na próxima remuneração desses papéis. Quem investe em títulos do Tesouro Direto sente o impacto principalmente nos papéis pós-fixados, enquanto prefixados e indexados ao IPCA reagem mais às expectativas futuras de juros do que à decisão pontual do Copom.

Do lado do crédito, o efeito de um corte não é imediato: bancos costumam levar algumas semanas para repassar juros menores a financiamentos imobiliários, veículos e cartão de crédito, e o repasse raramente é integral. Ainda assim, cada corte acumulado ao longo do ano tende a baratear o custo de novas contratações.

Cuidados importantes

Antes de reagir à decisão do Copom, vale ter atenção a alguns pontos: a decisão só é oficial após o comunicado publicado pelo Banco Central na quarta à noite — desconfie de qualquer previsão apresentada como fato consumado antes disso. Investidores que já têm títulos prefixados ou trocaram de estratégia com base apenas na expectativa de corte devem lembrar que o mercado já embute grande parte desse movimento nos preços atuais, e que o cenário para as próximas reuniões segue incerto. Para quem pretende revisar a carteira de renda fixa, o ideal é acompanhar as projeções atualizadas do Boletim Focus em vez de decisões isoladas.

Fonte oficial

Este artigo foi apurado com base em informações da Agência Brasil sobre a reunião do Copom, além de dados do Boletim Focus do Banco Central divulgados em 3 de agosto de 2026.

Conclusão

A Selic segue em 14,25% ao ano até a noite desta quarta-feira, quando o Copom anuncia se dá continuidade ao ciclo de cortes ou opta por uma pausa. Com o mercado majoritariamente apostando em uma redução de 0,25 ponto percentual, quem tem dinheiro em renda fixa ou dívidas com juros variáveis deve ficar atento ao comunicado oficial — e evitar decisões precipitadas antes da confirmação.

Fonte: Agência Brasil / Banco Central (Copom)

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